Onde ocorre
chuva ácida no Brasil?
A chuva ácida é composta por ácidos gerados a
partir da queima de combustíveis fósseis produzidos pelo homem
A chuva ácida foi um termo criado por Robert A.
Smith, climatologista e químico britânico, para uma anomalia que nasceu
acidentalmente pela ação do homem.
Com o início da Revolução Industrial na Inglaterra,
as indústrias queimavam uma quantidade de carvão absurda que alterou o meio
ambiente rapidamente. Uma dessas alterações, inexistentes antes da presença do
homem, é a chuva ácida.
Trata-se de precipitações, formações de nuvens e
neblinas e até neve composta por diversos ácidos originados principalmente da
queima de combustíveis fósseis, como o óxido de nitrogênio e dióxido de
enxofre. Eles são somados ao dióxido de carbono e reagem com as partículas de
água presentes nas nuvens, formando os compostos HNO3 (ácido nítrico) e H2SO4
(ácido sulfúrico).
Quando caem em forma de chuva e/ou neve, esses
ácidos provocam danos no solo, plantas, construções e seres vivos. Essas chuvas
também provocam desequilíbrio no meio ambiente, descontrolando os ecossistemas,
pois é capaz de exterminar espécies animais e vegetação nativa. Nos seres
humanos causa, principalmente, problemas pulmonares, entre outros.
Esse fenômeno acontece em regiões metropolitanas
industriais em todo o mundo. Por ações atmosféricas, as nuvens ácidas podem
andar e precipitarem em regiões vizinhas. Atualmente, acontece principalmente
em países em processo de desenvolvimento com o crescimento desordenado das indústrias,
como o Brasil, Rússia, China, México e Índia.
É importante deixar claro que em
países ricos e tidos como desenvolvidos, a presença da chuva ácida ainda
existe. Estima-se que na Europa, 40% dos ecossistemas são prejudicados pela
chuva ácida e outros problemas relacionados pela poluição segundo a WWF (World Wildlife Fund).
No Brasil, a cidade de Cubatão, na região da Serra
do Mar do Estado de São Paulo, é o exemplo mais conhecido de área que sofreu
muito com chuvas ácidas. Foi considerada pela ONU, em 1980, como a cidade mais
poluída do mundo. Porém, hoje é um grande exemplo de recuperação e recebeu da
ONU o selo “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental” por conseguir controlar
98% do nível de poluentes no ar.
Chuvas ácidas estão mais controladas nos dias de
hoje, porém ainda estão presentes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e
em áreas próximas a usinas termoelétricas, afetando principalmente a Mata
Atlântica. Cidades com um alto número de automóveis também estão propensas às
chuvas ácidas.
A usina termoelétrica de Candiota, em Bagé, no Rio
Grande do Sul, provoca a formação de chuvas ácidas no Uruguai. Além desses
locais, a Zona Franca de Manaus também é uma área que merece atenção com casos
de chuvas ácidas já registradas na cidade.
OBSERVAÇÕES SOBRE O TEMA:
Os ácidos HNO3 e H2SO4 são os
principais compostos da chuva ácida, são considerados fortes pois o delta (número
de moléculas de oxigênio – numero de moléculas de hidrogênio) é maior ou igual
a 2. Deltas maiores ou iguais a 2, são considerados ácidos fortes, deltas
menores que 2, são ácidos moderados e deltas menores que 1, são ácidos fracos.
Para ser ácido o Ph tem que ser menor que 7 e a concentração de hidrogênio, tem
que ser maior que 10 elevado a menos 7. Também são considerados ácidos forte, os
que tem o alfa maior que 50%, entre 5% e 50% são ácidos moderados e menores que
5% são ácidos fracos. Portanto, quando chuvas ácidas atingem o solo, plantas
podem causar danos ao meio ambiente e até desequilíbrio ambiental.
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